quarta-feira, 17 de junho de 2009

Poemeu


Um frenesi... uma loucura... bocas, beijos, salivas e suores...
Descompostura
Somos errados? Somos errantes?
Somos amigos... ou somos amantes ???
Sil Alves

Matando minha fome


Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando…
Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada
É preciso coragem. Uma coragem danada. Muita coragem é o que eu preciso. Sinto-me tão desamparada, preciso tanto de proteção…porque parece que sou portadora de uma coisa muito pesada. Sei lá porque escrevo! Que fatalidade é esta?
Clarice Lispector

Finjo ser poeta e assumo: esta é minha maior petulância, porém, sinto uma necessidade quase divina de mostrar minha face... meus EUS. Escrever é me inventar... é não deixar de existir... é não morrer. Não escrever é pecar... é me dissolver na correnteza do vazio e me perder.
Na verdade:
ESCREVO PARA ME SACIAR.
Sil Alves

quinta-feira, 7 de maio de 2009

...



Ai daqueles que não morderam o sonho e de cuja loucura nem mesmo a morte os redimirá.


Paulo Leminski


Nascimento


A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo.
Fabrício Carpinejar
Parece contraditório, mas o fogo tão impetuoso e voraz, molda o vidro, em sua transparencia e fragilidade. Sem o fogo, o vidro não existiria, queimar-se é condição de nascimento.
Fui forjada no fogo... nasci da mistura do medo, da curiosidade e da paixão...
Me queimei? Muito! Mas só me queimando comecei a viver...